5º ADRH Day coloca o humano no centro das transformações do trabalho

Evento reúne especialistas em Bento Gonçalves para discutir liderança, saúde emocional, bem-estar e inteligência artificial, além de promover ação solidária de doação de sangue

Em um cenário no qual inteligência artificial, novas formas de trabalho, saúde mental e mudanças nas relações profissionais avançam simultaneamente, uma questão ganha cada vez mais espaço dentro das empresas: como evoluir sem perder de vista as pessoas?

É a partir dessa reflexão que a Associação de Recursos Humanos de Bento Gonçalves (ADRH) realiza, no dia 7 de outubro, a 5ª edição do ADRH Day, no Dall’Onder Grande Hotel, em Bento Gonçalves. Com o tema “O humano no centro das organizações”, o encontro propõe um dia de imersão em assuntos que estão transformando a gestão de pessoas e exigindo novas competências de profissionais e lideranças.

A programação conecta diferentes perspectivas sobre um mesmo desafio: preparar organizações e pessoas para um ambiente de trabalho em transformação, no qual tecnologia e desempenho precisam caminhar ao lado de inteligência emocional, propósito, bem-estar e relações humanas mais conscientes.

Saúde emocional também é estratégia

Uma das convidadas desta edição é a jornalista Daiana Garbin, que apresenta uma reflexão sobre gestão emocional nas organizações.

Com mais de 25 anos de carreira em comunicação, Daiana construiu uma trajetória que passou do jornalismo à educação em saúde mental. Criadora do movimento EuVejoVocê, que já reuniu mais de um milhão de pessoas em discussões sobre saúde mental, autoestima e autoconhecimento, ela defende que compreender as próprias emoções deixou de ser apenas uma questão individual e passou a fazer parte das competências necessárias também no ambiente profissional.

“Consciência, atenção e clareza interna são habilidades treináveis. As pessoas podem aprender a lidar com o próprio funcionamento emocional. Quando elas não aprendem, o custo aparece na forma de decisões impulsivas, conflitos recorrentes, desgaste nas relações e um ambiente de trabalho com potencial adoecimento emocional”, afirma.

O tema dialoga diretamente com uma pesquisa realizada pela própria ADRH-BG com empresas associadas. Segundo o levantamento, saúde mental e bem-estar aparecem como o segundo principal desafio das organizações para os próximos dois anos, citados por 71% das empresas participantes.

Nesse contexto, Daiana destaca especialmente a responsabilidade das lideranças. Para ela, a maneira como um líder administra suas próprias emoções influencia diretamente a equipe, a comunicação e o ambiente organizacional.

“Uma liderança deve ser capaz de alinhar intenção, comportamento e resultado, com comunicação firme, mas sem agressividade, e uma cultura de cobrança baseada em respeito e responsabilidade”, pontua.

Inteligência artificial transforma funções e competências

Se de um lado as organizações precisam compreender melhor as emoções humanas, de outro precisam lidar com uma tecnologia que está avançando rapidamente sobre praticamente todas as áreas profissionais.

Esse será o ponto central da participação do gerente de TI e professor universitário Fábio Fortunatti, que conduz a palestra “Sua equipe já usa IA. E agora, o que fazer quando ela faz o que vocês fazem?”.

À frente da área de tecnologia e segurança da informação da Caderode Móveis para Escritório, Fortunatti acompanha na prática os desafios relacionados à incorporação da inteligência artificial nos processos empresariais.

Para ele, a discussão precisa avançar além do receio de substituição de profissionais e se concentrar na transformação das funções e das competências exigidas pelo mercado.

“Existe risco real em funções repetitivas e padronizadas. Isso já acontece, e negar não ajuda ninguém a se preparar. Mas o cenário predominante é de transformação, não extinção”, afirma.

Nesse novo contexto, o valor profissional tende a migrar cada vez mais da simples execução para competências como pensamento crítico, capacidade de formular problemas, avaliar respostas e tomar decisões considerando contexto e estratégia.

O especialista também chama atenção para um desafio já presente nas empresas: colaboradores utilizam ferramentas de IA, muitas vezes, antes mesmo de existirem políticas corporativas para orientar esse uso.

Isso exige das organizações uma atuação mais estruturada em capacitação, segurança da informação e governança de dados.

“As ferramentas de IA se tornaram muito acessíveis e disponíveis no celular de todos. Mas não houve a capacitação necessária para esse uso, tampouco alertas sobre segurança e governança, já que essas ferramentas podem errar com convicção, fazendo crer que as respostas estão corretas”, alerta Fortunatti.

Para o profissional, o RH terá papel importante nesse processo de transformação. Mais do que ensinar ferramentas, será necessário desenvolver pessoas capazes de utilizá-las com discernimento.

“Ensinar a usar essas ferramentas é insuficiente, é preciso ensinar a pensar com elas. Para o RH, isso significa assumir papel estratégico na requalificação das equipes, criando trilhas contínuas de aprendizagem que envolvam não apenas ferramentas, mas também ética, segurança da informação e governança”, afirma.

Bem-estar, liderança e protagonismo completam a agenda

A programação do ADRH Day amplia a discussão sobre o futuro das organizações a partir de outras perspectivas.

O psiquiatra Marcelo Trombka, fundador do Instituto Brasileiro de Bem-Estar e Mindfulness (IBEM) e doutor em Psiquiatria e Ciências do Comportamento pela UFRGS, apresenta “O bem-estar é uma habilidade: arte e ciência para uma vida plena”.

Sua abordagem conecta ciência, comportamento e qualidade de vida, trazendo conhecimentos relacionados às neurociências, psicologia positiva e ciência do bem-estar.

A psicóloga e psicanalista Luciana Deretti, criadora da Mentoria Life Project, leva ao encontro uma reflexão sobre liderança, propósito, saúde mental e protagonismo a partir da palestra “Invencível é quem lidera o próprio destino e faz da felicidade uma escolha inegociável”.

Já o artista brasileiro Cris Portman, o Mágico Vivandeiro, utiliza ilusionismo, arte e reflexão para provocar novas perspectivas sobre situações e comportamentos presentes no cotidiano pessoal e profissional.

Dessa forma, a programação percorre diferentes dimensões da vida corporativa contemporânea, do impacto da tecnologia às competências emocionais, passando pelo desenvolvimento das lideranças e pela busca por maior qualidade nas relações.

Solidariedade também coloca o humano no centro

Nesta edição, o conceito do evento ultrapassa o conteúdo das palestras e ganha uma dimensão prática. Pela primeira vez, o ADRH Day contará com um ponto de coleta de sangue durante sua programação.

Para a presidente da ADRH, Lisiane Vanni de Miranda, a iniciativa reforça o próprio propósito escolhido para o encontro.

“Essa ação dialoga com o mote do encontro e mostra que o ser humano continua sendo o grande protagonista de todas as relações, sejam as profissionais ou também as sociais. Nada melhor do que um gesto de solidariedade para lembrar da importância da humanização das relações”, destaca.

Os interessados em doar precisam informar essa intenção no momento da inscrição para o ADRH Day. A manifestação antecipada é necessária para a organização da estrutura de coleta.

Entre os critérios estão ter entre 16 e 69 anos e pesar no mínimo 50 quilos. Menores de 18 anos precisam de autorização formal do responsável legal e pessoas entre 60 e 69 anos somente podem doar caso já tenham realizado uma doação antes dos 60 anos. Também é necessário apresentar documento original com foto, estar bem alimentado, ter dormido pelo menos seis horas e não ter ingerido bebida alcoólica nas 12 horas anteriores. A aptidão definitiva para a doação será determinada pela equipe de saúde durante a triagem.

Pessoas no centro das decisões

Ao reunir saúde emocional, inteligência artificial, liderança, ciência do bem-estar e solidariedade em uma mesma programação, o 5º ADRH Day evidencia uma discussão que tende a ocupar espaço crescente nas organizações.

Quanto mais a tecnologia avança e os modelos de trabalho se transformam, maior se torna a necessidade de desenvolver competências essencialmente humanas.

Nesse cenário, colocar o humano no centro deixa de significar apenas cuidar das pessoas. Passa também por preparar profissionais e lideranças para tomar melhores decisões, construir relações mais saudáveis, utilizar a tecnologia com responsabilidade e desenvolver organizações capazes de combinar desempenho, inovação e qualidade de vida.

Programação

7h30: Credenciamento
8h: Abertura
Palestras: Luciana Deretti e Fábio Fortunatti
10h30: Coffee break
Palestra: Dr. Marcelo Trombka
12h15: Intervalo para almoço
13h30: Retorno com Cris Portman, o Mágico Vivandeiro
Palestra: Daiana Garbin
16h: Encerramento e momento surpresa

Serviço

O quê: 5º ADRH Day | “O humano no centro das organizações”
Quando: 7 de outubro de 2026, das 7h30 às 17h
Onde: Dall’Onder Grande Hotel, Bento Gonçalves (RS)
Investimento: R$ 350 para associados, no 2º lote; R$ 380 para entidades parceiras; R$ 420 para não sócios
Inscrições: site da ADRH, www.adrhbg.com.br

Interessados em participar da ação de doação de sangue devem informar essa intenção no momento da inscrição.

Realização: Associação de Recursos Humanos de Bento Gonçalves (ADRH)
Apoio: Universidade de Caxias do Sul (UCS), Dupont Spiller Fadanelli, Pórtico e Vetra
Patrocínio: Pratomil, Grupo Tomasi, TacchiMed, Menvie, Raiô, Vitaseg, Sicredi, CIEE-RS, Vinícola Aurora, ASTERH RH Consultoria e Vízia Óptica.

Compartihe:

WhatsApp
Facebook
Twitter
LinkedIn
Telegram
Pinterest
portrait-of-handsome-male-builder-laughing-infront-Q8N7DXV.jpg
Join our newsletter and get 20% discount
Promotion nulla vitae elit libero a pharetra augue