Turismo não se faz sozinho. São os diferentes negócios que constroem um destino

O turista quer viver algo diferente. Quer conhecer como as pessoas do destino que ele visita trabalham, o que produzem, o que comem, quais histórias contam e o que torna aquela região diferente de qualquer outra.

É justamente aí que surgem muitas oportunidades.

Uma padaria pode criar uma experiência mostrando o preparo de uma receita tradicional. Uma loja pode realizar uma oficina. Um artesão pode abrir seu espaço para demonstrar seu trabalho. Uma indústria pode criar uma visita guiada para contar sua história e mostrar como seus produtos são feitos.

Até mesmo uma atividade que parece comum para quem vive aqui pode ser interessante para quem chega de fora.

Nós nos acostumamos tanto com o que temos que deixamos de perceber o valor. A receita feita pela família há décadas, o modo de cultivar, o processo de fabricação, o conhecimento passado entre gerações e as histórias de quem construiu um negócio podem se transformar em experiências para um visitante.

Mas isso não significa que todo empreendimento precise se tornar um grande atrativo turístico. Uma experiência pode começar pequena.

Pode acontecer uma vez por semana, uma vez por mês ou somente mediante agendamento. Pode receber seis, dez ou vinte pessoas. Pode durar trinta minutos ou uma tarde inteira. O mais importante é que tenha uma proposta clara e seja organizada para receber bem.

Também não basta simplesmente abrir a porta e mostrar o estabelecimento. É preciso pensar no que o visitante fará, no que aprenderá, no que experimentará e em qual lembrança levará daquele momento. Uma boa experiência precisa ter começo, meio e fim. Precisa ter acolhimento, história e participação.

O turista não quer apenas observar. Sempre que possível, ele quer colocar a mão na massa, provar, criar, conversar, comparar e sentir que participou daquele lugar.

Quanto mais experiências diferentes um destino oferece, mais motivos o visitante encontra para permanecer. Ele pode visitar uma vinícola pela manhã, conhecer um produtor à tarde, participar de uma oficina, provar uma receita, comprar um produto local e encerrar o dia em um restaurante.

Nenhum desses empreendimentos precisa oferecer tudo sozinho. Um bom destino é formado pela soma das experiências.

Por isso, também é importante criar conexões entre os negócios. O hotel indica a padaria. A padaria recomenda o restaurante. O restaurante apresenta o produto do artesão. A loja divulga o evento. Cada empreendimento ajuda o visitante a descobrir o próximo. Quando existe essa colaboração, todos ganham.

Turismo não é uma atividade isolada. Ele depende de hospedagem, alimentação, transporte, comércio, cultura, agricultura, indústria, serviços e, principalmente, de pessoas dispostas a receber, mesmo que seja para dar uma boa informação com um sorriso.

Talvez existam, neste momento, muitos negócios com potencial turístico que ainda não perceberam isso.

A pergunta não precisa ser apenas “O meu negócio é turístico?”, mas talvez a pergunta mais interessante seja “Que experiência o meu negócio pode proporcionar?”.

É a partir dessa resposta que novos atrativos podem surgir.

Um destino forte não é construído por uma única empresa ou por um único ponto turístico. Ele é construído quando diferentes negócios entendem que aquilo que fazem também pode ajudar a contar a história do lugar.

Compartihe:

WhatsApp
Facebook
Twitter
LinkedIn
Telegram
Pinterest
portrait-of-handsome-male-builder-laughing-infront-Q8N7DXV.jpg
Join our newsletter and get 20% discount
Promotion nulla vitae elit libero a pharetra augue