Evento realizado pela JB3 Investimentos recebeu Carlos Simonetti, da Capitânia Investimentos, para uma conversa sobre crédito, infraestrutura, mercado imobiliário, agronegócio e os fatores econômicos que devem estar no radar dos investidores

Entender onde estão as oportunidades também exige compreender o cenário no qual elas estão inseridas.
Foi com essa perspectiva que a JB3 Investimentos, em Bento Gonçalves, promoveu nesta terça-feira, 22 de setembro, o encontro “Onde o Brasil Cresce: cenários, eleições e oportunidades de investimento”, reunindo clientes, empresários e investidores para uma conversa sobre economia, mercado de capitais e estratégias de alocação.
A convite do empresário Maurício Choque e Thiago Manfroi, da JB3, o diretor do Jornal Design Serra, Juliano Bettim, participou do encontro, que teve como palestrante Carlos Simonetti, integrante da área de relacionamento com investidores da Capitânia Investimentos. Documentos institucionais recentes da gestora apontam cerca de R$ 21,5 bilhões sob gestão em junho de 2026, 66 fundos e mais de 540 mil investidores. A Capitânia possui ainda avaliação de qualidade de gestão MQ1.br, da Moody’s Local.

Investir também passa por compreender o cenário
Ao longo da apresentação, Simonetti abordou diferentes variáveis que influenciam as decisões de investimento, entre elas juros, inflação, situação fiscal, crédito, infraestrutura, mercado imobiliário, agronegócio e o ambiente político-eleitoral.
As considerações sobre política e eleições apresentadas no encontro representam análises e cenários discutidos pelo palestrante, e não previsões do Design Serra sobre resultados eleitorais ou sobre o comportamento futuro dos mercados.
Um dos pontos que ficaram evidentes durante a conversa foi a importância de não analisar um investimento isoladamente. Taxa de juros, risco de crédito, horizonte de investimento, liquidez, diversificação e perfil do investidor precisam fazer parte da mesma equação.
Para quem empreende, essa visão ganha ainda outra dimensão. Assim como uma empresa precisa decidir onde investir seus recursos, contratar, expandir ou preservar caixa, a construção patrimonial também exige estratégia e leitura de longo prazo.

Crédito e infraestrutura entram no radar
Um dos principais eixos da apresentação foi o mercado de crédito privado e infraestrutura.
A Capitânia atua justamente em áreas como crédito privado, infraestrutura, imobiliário e agronegócio. A gestora foi fundada em 2003 e possui uma estrutura especializada na análise desses segmentos.
Durante o encontro, foram discutidas as oportunidades geradas pelo financiamento privado de projetos ligados a setores como energia, saneamento, rodovias e telecomunicações, além da expansão do mercado de debêntures e fundos de infraestrutura.
Ao mesmo tempo, Simonetti destacou a necessidade de avaliar risco. Em um ambiente de juros elevados, empresas e famílias podem enfrentar maior pressão financeira, tornando critérios como qualidade do crédito, diversificação e acompanhamento dos ativos ainda mais relevantes.


Fundos imobiliários e ativos reais
O mercado imobiliário também ocupou espaço importante na conversa.
Entre os exemplos apresentados esteve o Capitânia Logística FII, CPLG11. Em setembro, a gestora divulgou documentação referente à venda de um portfólio logístico do fundo. O próprio material ressalta que projeções e estimativas estão sujeitas a condições e não constituem promessa ou garantia de retorno.
A discussão ajudou a mostrar ao público como o mercado de capitais permite ao investidor acessar setores da economia real sem necessariamente adquirir diretamente um imóvel, uma empresa ou uma infraestrutura física. Fundos imobiliários, fundos de infraestrutura, crédito privado e outros instrumentos ampliam as possibilidades de diversificação, mas também apresentam características e riscos próprios que precisam ser compreendidos antes de qualquer decisão.

Agronegócio e oportunidades em ciclos de mercado
Outro setor analisado foi o agronegócio, especialmente por meio dos Fiagros.
A conversa abordou como juros, condições climáticas, crédito e desempenho das empresas do setor podem influenciar a precificação desses ativos. Em momentos de maior aversão ao risco, determinados fundos podem negociar abaixo de seus valores patrimoniais.
Isso, porém, não significa automaticamente uma oportunidade. Desconto de mercado e potencial de valorização precisam ser analisados juntamente com qualidade dos ativos, estrutura de crédito, gestão, liquidez e horizonte do investidor.
É justamente nesse ponto que informação e educação financeira deixam de ser complementares e passam a fazer parte do próprio processo de decisão.

Bento Gonçalves mais próxima do mercado financeiro
A realização do encontro também chama atenção para um movimento importante na Serra Gaúcha: a aproximação entre empresários, famílias, investidores e o mercado de capitais.
A JB3 possui mais de 15 anos de atuação, informa ter mais de R$ 4 bilhões em patrimônio sob assessoria e mais de 8 mil clientes, além de manter escritórios em Florianópolis, São José, Tubarão e Bento Gonçalves. A empresa é registrada na CVM e atua como escritório credenciado à XP Investimentos.
Sua atuação inclui assessoria de investimentos para pessoas físicas, planejamento patrimonial e familiar, sucessão e proteção patrimonial e soluções destinadas a empresas, incluindo aplicações de caixa e câmbio.
Para uma região caracterizada pela presença de empresas familiares, indústria, comércio, serviços, turismo e agronegócio, ampliar o conhecimento sobre investimentos significa também ampliar a capacidade de planejar patrimônio, sucessão e futuro.

Informação antes da decisão
Mais do que apresentar produtos financeiros, o encontro promovido pela JB3 trouxe uma provocação pertinente: investir começa antes da aplicação do dinheiro.
Começa pela compreensão do cenário, pela definição de objetivos e pela construção de uma estratégia compatível com o perfil e o momento de cada investidor.
Em um ambiente econômico que muda rapidamente, conhecimento financeiro passa a ser também uma ferramenta de gestão patrimonial.
Como sintetiza a própria mensagem do evento:
“Não dá para escolher o cenário. Dá para se preparar.”
E talvez esteja justamente aí uma das principais reflexões para empresários e investidores: patrimônio não se constrói apenas identificando oportunidades, mas desenvolvendo capacidade para reconhecê-las, avaliar seus riscos e tomar decisões com informação.

Saiba mais
Para conhecer a atuação, os serviços e os canais oficiais da empresa:
JB3 Investimentos
Instagram da JB3 Investimentos Bento Gonçalves

Conteúdo de caráter informativo. Os produtos e cenários mencionados durante o encontro não representam recomendação de investimento do Jornal Design Serra. Investimentos envolvem riscos e devem ser avaliados de acordo com os objetivos, horizonte e perfil de cada investidor.