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Um novo Olhar | A chuva por Melissa Poletto

Hoje está um dia chuvoso por aqui. E neste dia chuvoso, o meu dia também começou um pouco avesso. Derrubei o café e me sinto preocupada com algumas questões pessoais e do trabalho. O dia chuvoso não é o culpado por estas questões, mas no cinza do céu e no molhado do chão fiz a minha reflexão para este texto.

A chuva que cai pode trazer vento, neblina, trovões assim como os obstáculos da vida. E são nestes dias de chuva que o convite à resiliência chega. Que o olhar tem que ser ajustado para ver além da obviedade do cenário. Engraçado, mas, às vezes, eu gostaria de ter uma borracha mágica para apagar as nuvens do céu e, delicadamente, colorir as ruas e as árvores, desenhar pássaros. Inclusive, eu amo os pássaros, certamente, se eu pudesse escolher ser um animal, seria esse.

Porém, não temos uma borracha mágica. Não conseguimos desenhar o cenário que queremos. E jamais seremos uma folha em branco. Desde o dia em que nascemos, fomos tecendo a nossa história, preenchendo a folha em branco. Colocamos ali tudo o que recebemos de nossos pais e familiares, as nossas histórias, os nossos desafios. E a vida, em alguns momentos, parece nos exigir uma borracha mágica.

Tolamente, acreditamos nesta fantasia em que possamos nos livrar de dores, de traumas. Acreditamos ter o poder de manter somente as coisas boas, as frações de felicidade que construímos desde o nosso nascimento. Como somos tolos!! Mais de uma pessoa já me falou que não tem nenhuma pendência do passado que possa estar impactando no seu desempenho do hoje. BINGO!!! É ali que reside a borracha mágica.

Em algum momento, temos que assumir 100% da nossa história, não somos folhas em branco! Quem pensa que o passado não afeta o presente se engana. E este afetar pode ser positivamente ou negativamente, mas afeta. Ação e consequência. Ah… se eu pudesse ter acesso à borracha mágica! Lamento que ela faça parte de um mundo irreal, de contos de fadas. Certamente, eu tiraria as nuvens cinzas, a chuva e a neblina. Traria luz e calor.

Tendo reconhecido que só posso lidar com a realidade e que a minha história começou a ser escrita quando eu nasci,  deixo os dias de chuva chegarem com leveza, porque eles fazem parte. E não temos o poder de excluir nada. Sabe o que eu aprendi neste dia chuvoso? Que realmente ele pode estar trazendo situações mais nebulosas, mas que estas situações vão trazer a clareza que eu tinha nos dias de sol.

Desejo que possamos trazer leveza aos nossos dias mais tensos e às situações vividas que podem trazer consequências. E, também, que possamos encontrar dentro destes lugares a clareza que buscamos. Que o dia de chuva chegue sempre para lavar a minha alma. Neste dia, recebi o convite para visitar uma casinha colorida dentro do meu peito. E, ali, na reflexão deste dia, concluí que a tristeza também tem espaço no meu peito.

E que tudo aquilo que chega e escorre pela rua como a chuva, faz parte de quem eu sou hoje. Se esta água ficasse, talvez inundasse o meu lar e eu me afogaria.

Que a chuva lave a minha alma!!! E que lave a sua também.

Porém, lembre-se, ela faz parte de quem somos hoje.

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